A Pureza do Coração

Adda Bentounès

domingo 17 de Abril de 2011, por Jamal al-Murb


Não sejam como aqueles que se debatem inutilmente em tagarelices, criticam seus próprios irmãos e fazem guerra contra tudo que os desagrada, como dom Quixote que combate contra os moinhos de vento de sua imaginação.

Vejamos o que nós mesmos podemos fazer na via do bem e não nos preocupemos com o que os outros não fizeram. Paremos, portanto, de condenar os atos de nossos irmãos, pelo simples fato de que eles não provêm de “mim”. Este “mim” com um grande M, um grande I e um grande M, não são suficientemente grandes ainda. Este “mim” nos faz realizar e destruir as belas coisas com grande rapidez. Ele não pode aceitar nem irmãos nem amigos. Ele não pode nem mesmo aceitar a si próprio e se autodestrói em seu confronto com os problemas da vida.

“E por que tu olhas o cisco que está no olho de teu irmão, enquanto não vês a trave que está no teu olho?” dizia Jesus. “Quando tu apontas teu dedo indicador para teu irmão para mostrar a ação que não agradou a teu pobre cérebro, tu vês apenas o dedo indicador, mas os outros dedos te apontam”. Assim falava Sheikh Bouzidi (1), disse o venerado Sheikh al-Alawi.

Cada um deve se reconhecer, com toda honestidade, que está pleno de impurezas e de intenções negativas bem enterradas. Certamente, Allah é capaz de nos dotar de um corpo puro, de cristal ou de ouro. Mas Ele o faz de carne, com falhas e impurezas. Allah nos criou assim para nos fazer calar nosso orgulho e para que nós nos abstenhamos de criticar as faltas dos outros. Aquele que critica não vê que o cão, depois de ter feito suas necessidades, é tão limpo como ele, sem papel nem água!

Todos temos dentro de nós algo limpo, uma fonte de pureza: o coração. Aí, mesmo a ele, nós procuramos contaminar. Portanto, o coração é a única parte de nós pela qual podemos obter a pureza do espírito e a limpeza do corpo. Limpemos nosso coração e ele nos purificará.

Tudo não é belo? Sim, sobretudo se nós o percebemos...




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